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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Viúvo, com quatro filhos e dois netos.
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Abril 20, 2011


Marrabenta

Um dia eu caminhava pelo centro de Maputo e tive a impressão de ouvir uma batucada de samba. Fiquei intrigado, mas não se tratava de alucinação auditiva. Procurei e descobri que eram operários que faziam uma obra em um sobrado. As marretadas tinham ritmo musical.
Noutra ocasião, vi uns trabalhadores instalarem uma caixa d’água. Um deles cantava e os demais, em coro, respondiam ao canto. Era o canto que dava o ritmo de trabalho, indicava quando todos deveriam fazer força para que a caixa fosse alçada.
É evidente que a música é funcional. A polêmica entre Camargo Guarnieri e Koellreutter, em que Guarnieri, na condição de representante do PCB, adotou posição profundamente reacionária, está superada.
Apesar de saber que muitos ritmos tradicionais eram músicas laborais, como o Vissungo, dos escravos da mineração, em Minas Gerais, foi em Moçambique que eu percebi com mais concretude a relação da música com a vida cotidiana.
A primeira coisa que me chamou a atenção é que, ao contrário da cultura ocidental, na cultura moçambicana não há separação entre música, canto e dança.
A segunda observação importante é que a música estabelece comunicação além da nossa. É um elemento integrante da comunicação entre os viventes e seus antepassados, entre humanos e outros animais, entre seres e coisas.
Mesmo a música tradicional moçambicana sofreu influências exterrnas. A existência de alguns instrumentos, como o Thakare, no Niassa, o Kanhembe, em Cabo Delgado, o Kaligo, no Tete ou Viela, em Nampula, todos eles evidenciam a influência árabe. O Tufo e o Nsope, danças tradicionais de Nampula e Cabo Delgado, são claramente influenciadas pela música árabe.
Em alguns casos, é muito clara a função da música, como a dança Muthimba, tradicional em casamentos nas províncias de Maputo e Gaza. Outro exemplo é o Zore, dança da colheita e da fertilidade, do Sul de Moçambique.
Noutros casos, a representação da vida cotidiana, individual e coletiva, é feita de forma dramatizada, como na Makwayela ou na Timbila.
No processo de colonização moçambicana, os colonizadores tinham como divertimento musical as bandas de polícia, além disto, a música sacra e a música ligeira também foram introduzidas em Moçambique, contudo, os músicos tradicionais foram excluídos destas manifestações musicais. Isto propiciou e garantiu a continuidade da música tradicional em sua forma autêntica, não assimilada e modificada pelos colonizadores.
Ao mesmo tempo, os moçambicanos assimilados pelo processo musical introduzido pelos colonizadores foram excluídos da participação na música tradicional.
Por conta disto, deu-se um processo interessante: os músicos moçambicanos assimilados, a partir de seu convíviocom a música tradicional, criaram novas manifestações, dentre elas, destaca-se a Marrabenta, talvez a mais popular e difundida expressão musical moçambicana. A Marrabenta combina técnicas vocais e harmonia ocidentais com estruturas melódicas e rítmicas moçambicanas.
Atualmente, Hortêncio Langa é o grande nome da Marrabenta, eu o conheci pessoalmente, é um grande músico e artista plástico, sobrinho de Alexandre Langa, o maior nome da Marrabenta.

Apresento aqui um exemplo curioso da Marrabenta.



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MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Abril 20, 2011
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